sábado, 9 de julho de 2016

AC/DC

Cliff Williams deixa o AC/DC


O baixista do AC/DC, Cliff Williams, anunciou nesta última sexta-feira que vai deixar a banda. O lendário baixista, que é um dos membros da formação original pensa em aposentadoria, tornando, assim, ainda mais incerto o futuro do lendário grupo australiano de hard-rock, já abalado pela saída de vários de seus antigos  integrantes.
"Esta foi minha vida durante os últimos 40 anos, mas, depois dessa turnê, não farei mais shows, nem gravações", declarou o músico à revista Gulfshore Life.
Formada em 1973 e autora de sucessos escalafobéticos no cenário da música mundial, como "Highway to Hell" e "Back in Black", a banda encerra no final de setembro, nos Estados Unidos, uma turnê mundial de um ano, meio marcada pela saída forçada de seu vocalista Brian Johnson, que foi obrigado a deixar os palcos (aparentemente) por recomendações médicas e em prevenção; contrapondo um possível risco de surdez.
O vocalista do Guns N'Roses, Axl Rose, assumiu seu posto em março para continuar a turnê.
Em 2014, o lendário Malcolm Young, guitarrista rítmico e irmão do membro fundador Angus Young, teve de deixar o grupo antes do lançamento do último álbum até aqui, "Rock or Bust", também por problemas de saúde.
O baterista Phil Rudd foi expulso depois de sua detenção por suspeita de envolvimento em um assassinato na Nova Zelândia, onde vive.
"A perda de Malcolm, o rumor com Phil e agora com Brian, já não é a mesma coisa. Sinto profundamente que isso é o que tenho de fazer", disse Williams.
Sua saída pode comprometer o futuro do grupo, que ainda conta com uma sólida base de fãs, mas não anunciou novos projetos.
Lembrando que em 1980 o grupo também passou por um de seus momentos desafiadores do 'seguir adiante', após a morte de seu vocalista na época, o lendário Bon Scott. Ele morreu afogado por seu próprio vômito, depois de uma noite de bebedeira.
Ainda após essa perda, a banda gravou seu icônico álbum Back in Black, que continua sendo um dos mais vendidos da história. O conceito do álbum, assim como as letras e a capa, reflete uma aura de luto, mas o conjunto da obra posterior a tudo isso soa como se, de alguma forma, 'não houvesse outra saída', a não ser continuar fazendo um pouco daquilo que (com toda certeza) reflete a alma e o espírito daqueles que se foram (de qualquer forma que tenha sido).

O AC/DC continua sendo uma das bandas mais repletas de significado; por sua história e pelo conjunto de sua obra.

Que o 'Espírito AC/DC' esteja com você!

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